Sábado, 17 de Agosto de 2013

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Depois de quatro meses, Zelaya deixa embaixada brasileira em Honduras

Ontem, o Congresso Nacional de Honduras aprovou o decreto de anistia aos golpistas, ao presidente deposto e a seus aliados.

Publicada: 28/01/2010 - 09h53m|Fonte: Agência Brasil|Versão para impressão|

  • Tegucigalpa (Honduras) - Manifestantes fazem marcha pró-Zelaya, no centro da capital
  • Tegucigalpa (Honduras) - Manifestantes fazem marcha pró-Zelaya, no centro da capital
    Foto: Wilson Dias/ABr
Brasília e Tegucigalpa - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deixou agora há pouco a Embaixada do Brasil no país. Um comboio saiu do prédio da embaixada rumo à Base Aérea de Tegucigalpa.

As autoridades hondurenhas negociam para que ele siga rumo à República Dominicana ou ao México. O país escolhido está sendo mantido em segredo. Acompanhado de um grupo de correligionários, Zelaya estava abrigado há quatro meses na representação brasileira.
Ontem (27), o ex-presidente recebeu salvo-conduto do novo presidente hondurenho, Porfírio "Pepe" Lobo, para sair do país sem ser preso. Lobo tomou posse na tarde de hoje.

Zelaya acordou tarde nesta quarta-feira, segundo relatos de pessoas que o acompanham, porque foi dormir de madrugada. Ele manteve a rotina habitual, sem alterações. Nas ruas da capital, Tegucigalpa, porém, o clima é outro: seguidores do ex-presidente promoveram manifestações e reuniram-se no aeroporto internacional da cidade à sua espera.

Desde a eleição presidencial em Honduras, em novembro passado, “Pepe” Lobo e o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, negociavam a concessão do salvo-conduto e a saída de Zelaya, sem riscos para ele e sua mulher. Ontem (26), o ex-presidente disse que pretende retornar a Honduras tão logo “Pepe” Lobo consiga fechar um “acordo de conciliação”.

O golpe de Estado em Honduras, em 28 de junho de 2009, foi promovido por uma ação conjunta envolvendo integrantes das Forças Armadas, da Suprema Corte e do Congresso Nacional, sob o comando do então presidente do Legislativo, Roberto Micheletti. Ele assumiu a presidência do país com a deposição de Zelaya que, na ocasião, deixou Honduras.

Em 21 de setembro, Zelaya retornou à capital hondurenha e abrigou-se na Embaixada do Brasil, na companhia da mulher e de cerca de 60 correligionários. Para o governo brasileiro, ele é um “hóspede” e “amigo do Brasil”, como, por várias vezes, se referiram a ele o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e assessores diretos.

Desde que Zelaya se hospedou na embaixada, o local foi cercado por militares das Forças Armadas de Honduras. O prédio foi mantido sob permanente vigilância – objetos, alimentos e mantimentos eram vistoriados antes de ser entregues aos que estavam no edifício. O governo brasileiro rechaçou o golpe e não reconheceu a gestão Micheletti, nem a eleição de “Pepe” Lobo.

Ontem, o Congresso Nacional de Honduras aprovou o decreto de anistia aos golpistas, ao presidente deposto e a seus aliados.

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