Segunda-Feira, 01 de Julho de 2013

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Cuba continua levantando sua bandeira no Haiti

Para nós, ainda há emergência, mas de outro ponto de vista, não do cirúrgico, mas o das doenças, que agora aparecem como consequências do desastre

Publicada: 03/02/2010 - 11h26m|Fonte: Leticia Martínez Hernández - Granma|Versão para impressão|

  • Os médicos cubanos vacinaram  contra o tétano no estádio de futebol  de Porto Príncipe
  • Os médicos cubanos vacinaram contra o tétano no estádio de futebol de Porto Príncipe
    Foto: JUVENAL BALÁN - Granma
Após 20 dias do terremoto, o mais relevante da ajuda cubana é ter conseguido o atendimento integral dos pacientes. Tudo isso é confirmado pelo trabalho de cura, promoção da saúde, controle de vetores, e reabilitação, este último serviço imprescindível para uma população fundamentalmente danificada por traumatismos e amputações. Eis algumas cifras: Até 1º de fevereiro, foram atendidos mais de 50 mil pacientes, dos quais, 3.400 foram operados cirurgicamente, das quais, 1.500 operações complexas, incluindo ao redor de 1.100 amputações.

O dr. Carlos informou que se instalaram nove salas de reabilitação, que terão grande impacto, "pois, inclusive, antes do terremoto, o Haiti não dispunha de um serviço público deste tipo".

No Haiti, nem tudo é morte e desgraça depois do terremoto, os médicos cubanos e haitianos formados na Ilha realizaram 280 partos, dos quais 183 cesarianas, sobretudo, nos hospitais de campanha, onde, segundo assegurou o médico, contam com as condições essenciais para isso.

Além disso, os nossos médicos "invadem" praças e parques, onde se amontoam milhares de haitianos. O jornal Granma marcou presença na campanha de vacinação contra o tétano, tornando diferente o dia no estádio de futebol de Porto Príncipe, tomado por centenas de haitianos, após o terremoto. Muitas crianças, ainda chorando, foram imunizadas, bem como quem passava por ali. Um cartão amarelo atestava que se havia aplicado a vacina. Por tal motivo, o dr. Carlos Alberto García confirmou que 20 mil pessoas foram vacinadas em Porto Príncipe, e além disso, que é incluída a vacina tríplice contra a difteria, o sarampo e a coqueluche.

A cooperação médica também incluiu o atendimento à saúde mental, e, para isso, veio de Cuba uma equipe de psicólogos e psiquiatras, que se prepara para realizar atividades com as crianças e jovens nos acampamentos, praças e parques de Porto Príncipe.

Para receber este "apoio" da saúde, os construtores agilizam os trabalhos em cinco Centros de Diagnóstico Integral paralisados, após o terremoto. Dois deles vão ficar prontos nos próximos dias. Com eles, haverá no total sete que prestam serviços em vários departamentos da nação. Os outros três que somariam dez ainda demorarão algumas semanas para serem terminados.

Estes foram 20 dias de consagração. Os nossos médicos, ainda trabalhando em meio às difíceis condições de hospitais de campanha, tornando a austeridade palavra de ordem, vendo de perto o horror, acordam cada dia com todas suas forças para sarar. Cuba continuará levantando sua bandeira no Haiti, enquanto este povo precisar dela.

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