Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Coppe/UFRJ pedirá ao governo mais rigor nas normas de exploração de petróleo no país

“O órgão regulador não deve somente servir para realizar e fiscalizar contratos e o mercado, mas também cuidar da segurança da atividade de forma preventiva”.

Publicada: 27/05/2010 - 09h32m|Fonte: Nielmar de Oliveira - Agência Brasil|Versão para impressão|

Rio de Janeiro – A Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) vai encaminhar ao governo nos próximos dias documento alertando para a necessidade de regulamentação mais intensa da prevenção aos riscos da atividade de exploração e produção de petróleo nas áreas offshore – no mar, e a atuação mais incisiva da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe, professor Segen Estefen. Para ele, a agência reguladora “tem que reforçar a sua atuação técnica de avaliação e prevenção de riscos”.

“O órgão regulador não deve somente servir para realizar e fiscalizar contratos e o mercado, mas também cuidar da segurança da atividade de forma preventiva”.

A decisão foi tirada em consenso durante o seminário Segurança na Exploração e Produção de Petróleo no Mar – Prevenção e Contingência, promovido nesta semana pela universidade para debater acidentes como o ocorrido com a British Petroleum (BP), na parte americana do Golfo do México, onde um dos poços explodiu e vem provocando vazamento de óleo há mais de um mês.

Para o especialista da Coppe, o acidente no Golfo do México mostra uma certa vulnerabilidade no que é “o estado da arte” em termos de segurança na fase de perfuração. “Os equipamentos tradicionais que são usados para garantir a segurança em casos de acidentes principalmente o Blow Out Preventer (BOP), se mostraram vulneráveis às atividades em grandes profundidades”.

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