Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Colômbia e Venezuela devem fechar hoje acordo para pôr fim a crise

Os dois líderes têm indicado que o objetivo final do encontro é restabelecer as relações diplomáticas, rompidas em 22 de julho

Publicada: 10/08/2010 - 08h39m|Fonte: Agência Brasil|Versão para impressão|

O novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o da Venezuela, Hugo Chávez, se reúnem no começo da tarde de hoje (10), na cidade colombiana de Santa Marta, na tentativa de encerrar a crise entre os dois países. Autoridades de ambos os governos estão otimistas embora cautelosas. A reunião entre Chávez e Santos deve começar às 12h30 (14h30 de Brasília), em Santa Marta, na Quinta San Pedro Alejandrino, lugar onde morreu o venezuelano e líder independentista da América Latina hispânica Simón Bolívar, em 1830.

Os dois líderes têm indicado que o objetivo final do encontro é restabelecer as relações diplomáticas, rompidas em 22 de julho, depois que a Colômbia acusou a Venezuela de abrigar guerrilheiros em seu território. As informações são da agência BBC Brasil.

O novo presidente colombiano disse esperar que a reunião bilateral consiga chegar "a conclusões que levem à normalização de relações entre os dois países". Por sua vez, em Caracas, Chávez afirmou que espera "começar uma nova relação para bem de ambos países, pela paz, progresso e desenvolvimento".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atuou como mediador da crise, desejou "sorte" a Santos. "Peço a Deus sorte a Santos em sua reunião com Chávez. Que Deus o abençoe para que construa a paz que todo o mundo quer", afirmou ele.

A discrição é parte da mudança que a chegada de Santos ao poder promoveu na diplomacia. O fim do tom conflitivo era um pedido dos mediadores da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em especial do governo brasileiro.

No primeiro dia de trabalho como presidente ontem (9), Santos se reuniu por cerca de meia hora com o secretário-geral da Unasul, o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, e a chanceler colombiana. Kirchner continua na Colômbia e deve participar da reunião entre Chávez e Santos.

A presença de Kirchner, de acordo com analistas, reforça a posição do governo da Venezuela, que considera positiva a mediação da Unasul, mas pode incomodar Santos que, em seu discurso de posse, disse ter como prioridade retomar as relações com Caracas sem mediadores.

Para o historiador e analista político colombiano Jorge Melo, a reunião entre Santos e Chávez, logo após a posse do colombiano, demonstra que o sucessor do presidente da Colômbia Álvaro Uribe quer "corrigir as falhas" do governo anterior, que passaram a ser alvo de críticas no país. "Muitos criticavam a polarização promovida por Uribe. Esse gesto mostra que Santos abandonou essa linguagem. É uma mudança dramática", afirmou Melo.

Segundo o historiador, foi "hábil" e "simbólica" a decisão do novo governo de indicar a casa onde Símon Bolívar morreu como lugar onde as relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá poderão ser reatadas. "Bolívar é a figura central para o governo venezuelano, mas também foi o libertador da Colômbia. É um personagem que marca a união entre os dois países", afirmou.

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