Sábado, 29 de Março de 2014

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CHÁVEZ e a fita métrica do conservadorismo

Quando mede o tempo histórico na América Latina, a régua conservadora reporta uma ambiguidade sugestiva.

Publicada: 07/03/2013 - 18h14m|Fonte: Carta Maior |Versão para impressão|

Quando mede o tempo histórico na América Latina, a régua conservadora reporta uma ambiguidade sugestiva.

Nas medidas à esquerda, identifica extensões anacrônicas de um tempo morto. Fantasmas de um mundo que na sua métrica não cabe mais. Exceto como detrito histórico.

Entre os fenômenos jurássicos estariam lideranças, a exemplo da exercida pelo falecido presidente Chávez -- pranteado agora em massa por um povo a quem favoreceu um primeiro degrau de cidadania e dignidade.

Enquadram-se nas mesmas polegadas da régua arestosa Lula, Evo Morales, Correa, Cristina, Mujica e, mais recentemente, Dilma. Sintomaticamente, a régua não adota o mesmo peso e medida quando se trata de dimensionar constrangimentos estruturais, trazidos de séculos de domínio conservador na região.

Um caso é a fome. Outro, a estrutura fundiária. E a correspondente agenda da reforma agrária, classificada em editorial de 'O Globo', desta semana, como 'lixo da história'.
É notável o esforço para harmonizar o inenarrável.

As veias abertas de uma América Latina que, quanto mais moderna aos olhos de sua elite, mais sangra pelo cotidiano de seu povo.

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