Quinta-Feira, 30 de Dezembro de 2010

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Cerca de 120 brasileiros devem ser retirados da região de Cuzco no Peru

De acordo com dados oficiais, 40% das pessoas que permanecem na região estão sem água potável e a comida está acabando.

Publicada: 26/01/2010 - 14h24m|Fonte: Agência Brasil|Versão para impressão|0 comentário(s)

Os cerca de 120 turistas brasileiros que estavam na região de de Cuzco, no Peru, próxima ao sítio arqueológico de Machu Picchu, passaram a noite de ontem (25) em vagões por falta de locais apropriados para serem abrigados. O Ministério das Relações Exteriores informou que todos estão bem e não há mortos. O objetivo é retirá-los daquela região ainda hoje (26), em uma ação da Embaixada do Brasil em Lima (capital do Peru) e da Defesa Civil.

De acordo com dados oficiais, 40% das pessoas que permanecem na região estão sem água potável e a comida está acabando. As autoridades de Cuzco informaram que foi declarado estado de emergência por 60 dias. Também está proibida a entrada de turistas na região nos próximos três dias.

Desde sábado (23), as autoridades peruanas estão em alerta em decorrência das fortes chuvas que caíram na região de Cuzco e bloquearam a ferrovia que dá acesso a Machu Picchu. Aproximadamente 2 mil turistas – entre brasileiros, europeus e norte-americanos – estavam na região da cidade de Águas Calientes. A cidade é uma espécie de apoio para quem visita a região.

O Ministério do Comércio e Turismo e a Defesa Civil do Peru pretendem retirar os turistas com a ajuda de seis helicópteros policiais e militares. As crianças e idosos terão prioridade de embarque. Alguns turistas se arriscam a tentar deixar os locais tomados pelas águas por meio de trilhas que há na mata fechada, mas a caminhada costuma levar mais de oito horas.

Pelos dados oficiais, nos últimos três dias as chuvas que transbordaram os rios Vilcanota e Rio Blanco provocaram duas mortes, causaram inundações em cerca de 50 casas da região e destruíram centenas de plantações de milho. As ruínas de diversos sítios arqueológicos já sofreram danos, mas o governo do Peru ainda não detalhou as perdas.

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