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Cabo de alpinista que morreu no Pão de Açúcar estava rompido

Cabo de alpinista que morreu no morro do Pão de Açúcar estava rompido, segundo federação.

Publicada: 03/12/2012 - 10h53m|Fonte: Extra|Versão para impressão|

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Cabo de alpinista que morreu no morro do Pão de Açúcar estava rompido, segundo federação.

RIO - A Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (Femerj) constatou durante vistoria na via Ferrata, no Morro do Pão de Açúcar, onde o alpinista Bruno da Silva Mendes, de 32 anos, morreu, que o cabo de aço que o segurava durante uma escalada, estava rompido.

De acordo com o site G1, o presidente da federação explicou que os fiscais conseguiram acessar o local na noite deste domingo.

O acidente ocorreu neste domingo. Bruno despencou de uma altura de 70 metros. A queda teria sido provocada pelo rompimento de um cabo de aço que fica preso ao paredão por grampos também de aço. A informação foi dada pelos dois primeiros alpinistas que chegaram ao local, por volta das 15h30m.

Bombeiros do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), com apoio de militares do Humaitá, resgataram o homem por volta das 16h30m. Ele estava acompanhado de Andrea Pereira, de 40 anos, que também se feriu.

O oficial de Justiça Carlos Correia dos Anjos e o bombeiro da reserva Josivaldo de Jesus contaram que tinham terminado uma escalada, quando funcionários do Caminho Aéreo Pão de Açúcar — que administra o local — pediram ajuda, já que haviam constatado um acidente.

Os bombeiros levaram o rapaz de helicóptero e pousaram na Escola de Educação Física do Exército, dentro da Fortaleza de São João, na Urca, na Zona Sul do Rio. Segundo informações dos bombeiros, a vítima ainda estava viva e morreu ao dar entrada no Hospital Rocha Maia.

Segundo Correia, o caminho escolhido pelos alpinistas não apresenta alto grau de dificuldade. Eles subiram pela rota conhecida como Via dos Italianos e estavam na Via Ferrata, ou Cepi, a aproximadamente 20 metros do cume.

O presidente da Federação de Montanhismo do estado, Delson Queiroz, disse que o acidente ocorreu em um dos trechos mais populares de escalada do Pão de Açúcar. Ele acrecentou que uma equipe da entidade vai vistoriar o local na segunda-feira para confirmar se houve ou não o rompimento do cabo.

De acordo com Delson, a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de segurança cabe aos clubes de montanhismo que primeiro ''conquistaram o local''. No caso dessa via, o clube não existe mais, e a manutenção é comunitária.

Desacordado no resgate
O tenente do Corpo de Bombeiros, Thiago Henrique Germano da Silva, que participou do socorro às vítimas, contou que, quando os bombeiros chegaram ao local, o rapaz já estava desacordado. O tenente disse ainda que não chegou a observar se houve ou não o rompimento do cabo porque a prioridade era fazer o resgate das vítimas.

Andrea desceu do bondinho por volta de 18h30m e foi levada por uma ambulância do Corpo de Bombeiros para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Depois que ter sido resgatada, ela passou boa parte do tempo sentada numa área de apoio do paredão.

A assessoria de imprensa do Caminho Aéreo Pão de Açúcar afirmou que só se responsabiliza pelo complexo turístico e não pela manutenção das vias.

Durante o regate, o helicóptero deixou um médico com o alpinista no morro para os primeiros-socorros, enquanto retornava para Copacabana para resgatar duas jovens que se afogavam na praia. Depois, a aeronave retornou ao Pão de Açúcar. Segundo os bombeiros, as banhistas passam bem.

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