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Britânica diz que foi discriminada em loja por prótese de braço

Dean disse que se sentiu provocada quando o gerente disse que ela poderia voltar a trabalhar na principal loja da rede se não usasse mais o suéter.

Publicada: 24/06/2009 - 17h15m|Fonte: BBC |Versão para impressão|1 comentário(s)

  • Riam Dean nasceu com uma deficiência no braço esquerdo
  • Riam Dean nasceu com uma deficiência no braço esquerdo
Uma mulher apresentou queixa na Justiça contra a cadeia de lojas Abercrombie & Fitch, alegando que foi transferida da área de atendimento ao público para a de estoque, porque seu braço artificial não se encaixaria na imagem da empresa.

Riam Dean disse em uma audiência num tribunal de questões trabalhistas que se sentiu "diminuída" e "humilhada" pelo incidente na filial de Saville Row, no centro de Londres.

Dean, uma estudante de Direito de 22 anos, está processando a empresa por discriminação a deficiente físico e pleiteia uma indenização de 20 mil libras esterlinas (o equivalente a cerca de R$ 66 mil).

A empresa disse que o relato de Dean sobre o ocorrido é "incorreta".

Riam Dean, que nasceu sem a parte do braço do cotovelo à mão e usa uma prótese, disse que primeiro obteve permissão especial para usar um suéter para cobrir a articulação do braço. Mas depois ela foi retirada da loja e obrigada a trabalhar na sala de estoque porque o suéter não atendia aos padrões de vestuário impostos pela empresa.

Dean disse que se sentiu "provocada" quando o gerente disse que ela poderia voltar a trabalhar na principal loja da rede se não usasse mais o suéter.

'Assédio moral'

"Eu me senti pessoalmente diminuída, humilhada e não podia defender uma posição em que jamais sairia ganhando", afirmou.

Ela disse que teria continuado trabalhando na empresa até se formar em Direito, se não tivesse sido "sumetida a assédio moral" para sair do emprego.

Dean acrescentou que quando saiu da empresa "não era a mesma pessoa".

"Eu sempre estive preparada para que crianças ficassem curiosas sobre a minha deficiência, mas enfrentar assédio moral de adulto, ninguém poderia ter me preparado para essa humilhação."

Dean acaba de concluir seus exames finais na universidade Queen Mary, em Londres.

Um porta-voz da empresa disse antes da audiência que "a representação do que ocorreu durante o período em que ela trabalhava para a Abercrombie & Fitch é incorreta".

"Nós lamentamos que a senhorita Dean tenha achado necessário levar o caso para um tribunal", afirmou.

"A Abercrombie & Fitch tem uma forte política contra discriminação e intimidação e está comprometida em criar um ambiente digno e com apoio a todos os seus funcionários."

Comentários dos leitores

Confira abaixo os comentários realizados pelos nossos leitores.

  • Comentário

    01

  • Porandre (patos de minas - MG)19/02/2010 - 21h16m

    queria arumar uma protase.

 
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