O Brasil é um dos países em que se realizam o maior número de cirurgias plástica. Contabilizando 629.000 cirurgias em 2008.
Segundo matéria de Chantal Rayes, correspondente do Jornal francês Liberation.fr, o Brasil é um dos países em que se realizam o maior número de cirurgias plásticas. Depois dos Estados Unidos, apesar da população brasileira ser bem mais pobre que a americana, o país conta com maior número de operações estéticas: 629.000 em 2008, das quais a maioria são cirurgias reparadoras. Sem contar as intervenções realizadas por cirurgiões não especializados.
A clientela é especialmente feminina, mas os homens também estão cada dia mais adeptos das intervenções. Segundo a matéria do Jornal francês os corpos pouco cobertos, as roupas mínimas, usadas "sobretudo nas cidades como o Rio". Também, o clima quente se junta a "uma sexualidade livre e manifesta", segundo explica Joana Novaes (coordenadora do centro de estudos das doenças da beleza das PUC-Rio)
Como a grande maioria, os adeptos do bisturi são influenciados pela cultura americana, mas as mulheres também se espelham nas atrizes de novelas, que falam abertamente de suas cirurgias. Segundo o jornal Joana Novaes, afirma que "no Brasil, toda intervenção sobre o corpo é apreciada".
Segundo os últimos estudos, os implantes de seios são os mais realizados, destronando a lipoaspiração. Segundo a matéria as mulheres na faixa dos trinta anos são a maioria das que se submetem ao implante, mas também as mulheres de maior idade procuram pela cirurgia. Igualmente as adolescentes buscam, cada vez mais vez mais cedo, por esse tipo de procedimento. Segundo Junia Vilhena, as brasileiras começam cedo a transformar seus corpos em busca de um ideal de beleza incompatível com sua constituição.
Destaca-se, ainda, o fato de o Brasil estar em primeiro lugar em consumo de medicamentos redutores de apetite, anabolizantes, que, apesar da aparente melhora física, apresentam grandes riscos à saúde. Na maioria dos casos, a ginástica seria suficiente para corrigir as "imperfeições", mas existe também, segundo os especialistas, alguma coisa de patológico nessa busca frenética pela beleza padrão.