Quinta-Feira, 30 de Setembro de 2010

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Banco do Japão lança ofensiva contra iene forte

O Banco do Japão lançou uma série de medidas para conter a alta do iene

Publicada: 30/08/2010 - 11h45m|Versão para impressão|0 comentário(s)

  • O diretor do banco japonês, Masaaki Shirakawa, fala com jornalistas.
  • O diretor do banco japonês, Masaaki Shirakawa, fala com jornalistas.
    Foto: REUTERS
O Banco do Japão lançou uma série de medidas para conter a alta do iene. Entre os principais pontos do pacote estão a manutenção de juros no patamar de 0,1% para empréstimos e o prolongamento por mais seis meses de um programa de concessão de crédito a juros baixos.

O BOJ, banco central japonês, decidiu hoje em reunião de emergência lançar uma ofensiva contra a alta da cotação da moeda japonesa. O comitê de política monetária do BOJ aprovou por 8 votos a 1 a extensão por mais seis meses de um programa destinado a oferecer mais liquidez para as instituições bancárias japonesas. Ao todo, 278 milhões de euros serão alocados nessa operação.

"Com esta medida, o Banco do Japão encorajará uma redução das taxas de juros no mercado e uma melhoria nas condições de flexibilização monetária", diz comunicado do BOJ divulgado nesta segunda-feira. Na avaliação do banco, a flexibilização da política monetária aliada os esforços do governo para relançar a economia darão bons resultados.

O iene está no nível mais elevado frente ao dólar dos últimos 15 anos. Um dos principais prejudicados pela alta da moeda japonesa é o setor exportador que enfrenta uma queda do valor das vendas externas além de sofrer com a perda de competitividade no mercado internacional.

Há vários meses, os exportadores japoneses e o governo vinham pressionando a autoridade monetária por medidas mais enérgicas para frear a elevação do iene. O premiê japonês, Naoto Kan, e o presidente do BoJ, Masaaki Shirakawa, tiveram uma reunião nessa segunda-feira. Ao término do encontro, Kan declarou que as medidas do banco central são “um meio eficaz lutar contra as dificuladdes econômicas atuais”.

O mercado, porém, reagiu com ceticismo ao anúncio desta segunda-feira. Os investidores parecem desapontados com o fato de o BOJ não ter sido mais agressivo e ter, por exemplo, aumentado a compra de papéis do governo japonês ou reduzido a taxa de juro de 0,1% para zero. Logo após o anúncio, a Bolsa de Tóquio chegou a operar em alta de 3%, mas encerrou o pregão com elevação de 1,76%.

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