Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

Página Inicial>Artigos

Baixarias no horizonte

A Veja compõe o destaque negativo do período, com uma edição sem pudores: o leitor da revista já não tem como diferenciar notícias de boatos e meros palpites

Publicada: 19/04/2010 - 11h44m|Fonte: Luciano Martins Costa - Observatório da Imprensa|Versão para impressão|

Os jornais e revistas do último fim de semana concentraram-se na análise do aparente vigor da economia brasileira, dando repercussão a previsões otimistas sobre o período pós-crise financeira. Também deram espaço para os debates sobre o projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu, e à eleição indireta do sucessor de José Roberto Arruda no governo do Distrito Federal. Mas o tema predominante, desde sábado (17/4) até as edições de segunda-feira (19) é a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A revista Veja compõe o destaque negativo do período, com uma edição sem pudores: o leitor da revista já não tem como diferenciar notícias de boatos e meros palpites. Aquela que já foi a mais influente publicação nacional não passa de um panfleto. Sua leitura já não é suficiente para dar um retrato da semana e os jornalões de domingo, com seus cadernos especiais, cumprem melhor o papel de resumir o período.

 Ainda assim, o leitor de jornais pode se ressentir de algum descompasso no acompanhamento dos fatos: o noticiário e as análises dos cadernos de economia e negócios fazem um otimista e animado retrato do Brasil, mas a seção de política e o noticiário sobre o dia a dia nas nossas cidades revelam as mazelas que ainda emperram a vida dos brasileiros.

Recomendações úteis

Na política, destaque para a campanha eleitoral, que embora ainda esteja fora do prazo legal, é uma realidade indisfarçável. A cada pesquisa, como a que foi publicada no sábado pela Folha de S.Paulo, recrudescem as apostas e se renovam as previsões dos profetas de plantão – com algumas obviedades, como a "descoberta" de que Lula é protagonista de sua própria sucessão.

A escolha do novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, não mereceu grandes debates sobre o fato de que pelo menos dez dos treze deputados distritais que o elegeram estão na lista de suspeitos no caso que custou o mandato ao ex-governador José Roberto Arruda. Talvez a própria imprensa esteja cansada desse escândalo.

A novela da usina de Belo Monte ganhou ares de filme americano com a presença do diretor James Cameron entre os figurantes, mas ninguém ainda explicou definitivamente se e por que essa usina é necessária.

Por fim, destaque para a previsão de que, na campanha eleitoral deste ano, será recomendável retirar as crianças da sala.

Comentários dos leitores

Confira abaixo os comentários realizados pelos nossos leitores.

 
Siha nos no Twitter

Recomendações Facebook