Segunda-Feira, 01 de Julho de 2013

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Autoridades da Argélia afirmam que não negociam com os sequestradores

A intervenção militar francesa em Mali ganha dimensão internacional com o sequestro de 41 trabalhadores estrangeiros e 150 argelinos.

Publicada: 17/01/2013 - 09h16m|Fonte: A Redação|Versão para impressão|

  • Autoridades da Argélia afirmam que não negociam com os sequestradores
O Exército da Argélia cerca o campo de gás em Tigantourine, distante 40 quilômetros de In Amenas, no sudeste do país explorado pelo grupo britânico BP, o norueguês Statoil e o argelino Sonatrach.

Especialistas temem um desfecho dramático já que os radicais islâmicos ligados à Al Qaeda envolvidos no sequestro estariam dispostos a tudo para disseminar o conflito no maior número de países da região.

Os reféns estrangeiros são de pelo menos dez nacionalidades: americanos, britânicos, noruegueses, japoneses, filipinos, malasianos e pelo menos um francês, contatado por telefone pelo canal de TV France 24, uma informação não confirmada pelo governo da França.

Desde o início do sequestro, nessa quarta-feira, duas pessoas já morreram: um britânico e um argelino. O chefe da diplomacia da Grã-Bretanha, Wiliam Hague, confirmou nesta quinta-feira a morte do cidadão do país, um assassinato “a sangue frio”, segundo ele.

O ataque ao campo de gás e o sequestro foi reivindicado pelo grupo islâmico "Signatários pelo sangue", nome de uma unidade combatente fundada pelo argelino Mokhtar Belmokhtar , conhecido como “caolho”, um dos líderes históricos da AQMI, o braço armado da rede terrorista no norte da África, destituído recentemente.

Em comunicado publicado em um site da Mauritânia, o grupo afirma que o ataque é uma reação à intervenção das forças francesas no Mali. Os sequestradores afirmam que entre os reféns estão 7 americanos e dois britânicos. A imprensa do Japão afirma que 3 japoneses fazem parte do grupo detido.

Os sequestadores exigem que a França interrompa imediatamente o que chamam de "agressão ao Mali" para por fim ao ataque ao campo de gás.

Represália

O grupo terrorista explicou ter escolhido a Argélia como alvo em represália à decisão do presidente Abdelaziz Bouteflika de fechar as fronteiras com o Mali e autorizar a abertura do espaço aéreo do país para a passagem de aviões da força aérea francesa.

A Argélia descarta qualquer negociação com o grupo terrorista. Após anunciar o sequestro, o ministro argelino do Interior, Dahou Ould Kablia, garantiu que o governo de Argel não vai atender nenhuma reivindicação e recusa qualquer tipo negociação.

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