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Ativistas protestam em Cúpula da Otan
Os manifestantes consideram a organização um veículo para o uso da força liderada pelos Estados Unidos, ignorando as Nações Unidas e o Direito Internacional.
Publicada: 03/04/2009 - 16h26m|Fonte: Adital|
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Milhares de ativistas europeus iniciaram ontem (2) as mobilizações contra a cúpula dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Estrasburgo, França. Os 27 países da organização, que celebra 60 anos amanhã (4), se reúnem com o desafio de redefinir sua concepção estratégica e transcender seu objetivo originário de aliança militar. Cerca de 40 mil policiais participam da operação de segurança na cidade.
As atividades do movimento altermundista alcançarão seu ápice na manifestação marcada para este sábado nos arredores de Estrasburgo. Cerca de 50 mil manifestantes são esperados para a mobilização. A programação da Contra-Cúpula conta ainda com conferências alternativas e ações de bloqueio.
Ontem, a cidade foi palco de uma manifestação de mais de duas mil pessoas, que saíram do acampamento antiOtan em direção ao centro de Estrasburgo. A mobilização foi impedida pelas forças policiais que acabaram prendendo mais de 250 pessoas. A coordenação antiOtan vem denunciando os fatos e o estado de exceção e de militarização que vive a cidade.
Sob o lema "Não à Otan, não à guerra", os ativistas reivindicam a retirada de todas as tropas de Afeganistão e do Iraque. Eles denunciam as políticas militares e nucleares da organização e a necessidade de "um mundo justo e sem guerras". Na convocação internacional, eles afirmam que a Otam é um crescente obstáculo para a paz no mundo: "Desde o final da Guerra Fria, a Otan tem-se reinventado a si mesma como ferramenta para a ação militar da ‘comunidade internacional’, incluída a promoção da chamada ‘guerra contra o terror’".
Os manifestantes consideram a organização um veículo para o uso da força liderada pelos Estados Unidos, ignorando as Nações Unidas e o Direito Internacional. Eles apontam que os países da Otan são responsáveis por 75% do gasto militar global. Na Europa, afirmam, a Otan está piorando as tensões, alimentando a corrida armamentista com a chamada "defesa de mísseis", um maciço arsenal nuclear e uma política nuclear de "atingir primeiro".
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