A OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, anunciou que vai interromper suas operações no país na quinta-feira, dia da votação.
Às vésperas das eleições presidenciais, aumenta a tensão no Afeganistão. Pelo menos 3 pessoas morreram e 21 ficaram feridos em atentados ocorridos na manhã desta terça-feira em uma das principais avenidas de Kabul, um deles contra o palácio presidencial. Outro foguete atingiu o quartel-general da polícia da capital De acordo com a polícia, um candidato de uma província no norte do país morreu nesta segunda-feira, em uma emboscada.
No sábado, um carro suicida explodiu próximo ao quartel-general das tropas ocidentais, matando sete afegãos. No mesmo dia, um porta-voz dos talibãs ameaçou atacar os eleitores que não boicotarem as urnas. Para a correspondente francesa da RFI em Kabul, Sophie Malibeaux, as eleições serão pontuadas por uma "guerra de propaganda entre os talibãs e as autoridades afegãs. A taxa de participação da população dirá quem é o vencedor."
A OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, anunciou que vai interromper suas operações no país na quinta-feira, dia da votação. O anúncio foi feito depois de um pedido do governo afegão, que solicitou um "um dia de paz". As intervenções militares só vão acontecer em caso de risco para a população.
Para a ONG Human Rights Watch, as eleições presidenciais serão marcadas por fraudes, abstenções e ameaças contra os eleitores. De acordo com um relatório da Organização, entre os meses de abril e agosto, pelo menos 13 políticos foram assassinados e 10 representantes eleitorais foram sequestrados.
A Human Rights Watch também questiona a legitimidade da comissão eleitoral afegã, sem controle parlamentar. O candidato da oposição Ramazan Bachardoust, tem outra opinião. Em entrevista à RFI, ele diz que as eleições simbolizam um primeiro passo em direção à democracia. Bachardoust diz conhecer o presidente da Comissão. "Estou convencido de que ele detesta o presidente Karzai."