Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013

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Água poluída mata mais do que guerras

A falta de água potável mata, anualmente, pelo menos 1,8 milhões de crianças com menos de 5 anos em todo o mundo, revela um relatório da ONU

Publicada: 24/03/2010 - 14h33m|Fonte: Expresso|Versão para impressão|

  • A falta de água potável preocupa a ONU
  • A falta de água potável preocupa a ONU
A falta de água potável mata, anualmente, pelo menos 1,8 milhões de crianças com menos de 5 anos em todo o mundo, revela um relatório da ONU divulgado ontem, Dia Mundial da Água.

Todos os dias, cerca de dois milhões de toneladas de resíduos domésticos, industriais e agrícolas contaminam dois mil milhões de toneladas de água, envenenam a vida marinha e disseminam doenças que acabam por matar, todos os anos, milhões de crianças um pouco por todo o mundo.
De acordo com um relatório apresentado ontem pela ONU , a utilização e o consumo de água poluída matam mais do que todas as formas de violência, guerras inclusive.
"Essas mortes são uma afronta para a humanidade e minam os esforços de muitos países para atingir o desenvolvimento", disse ontem o secretário-geral da ONU . Para Ban Ki-moon. é uma situação inadmissível, porque "o homem já tem conhecimentos científicos suficientes para administrar melhor os recursos naturais".
Relatório "Água Doente"

O relatório "Água Doente", do UNEP-Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas, alerta para a necessidade de adoção de medidas urgentes, ainda mais que as populações urbanas deverão duplicar nas próximas quatro décadas.

Os atuais 3,4 mil milhões de pessoas passarão a 6bilhões.
A questão é que nas grandes cidades já há carência de gestão adequada das águas residuais, em decorrência do envelhecimento do sistema, de falhas na infraestrutura ou esgotos insuficientes.

O documento da ONU aponta que a diarreia, causada principalmente pela água suja, mata por si só cerca de 2,2 milhões de pessoas por ano, acrescentando que "mais de metade dos leitos dos hospitais é ocupada por pessoas cujas doenças estão relacionadas com água contaminada".

"Se pretendemos sobreviver num planeta com 6 bilhões de pessoas, que caminham para mais de 9 bilhões até 2050, precisamos ser mais inteligentes relativamente à administração dos resíduos domésticos. Os esgotos estão, literalmente, matando pessoas", afirma o diretor do UNEP, Achim Steiner.

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