Sábado, 17 de Agosto de 2013

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Agência Internacional de Energia Atômica debate programas nucleares do Irã e de Israel

Antes, porém, o diretor-geral fez um relato detalhado sobre o acordo nuclear, firmado pelo Irã, com a intermediação do Brasil e da Turquia.

Publicada: 07/06/2010 - 13h50m|Fonte: Renata Giraldi - Agência Brasil|Versão para impressão|

  • Agência Internacional de Energia Atômica debate programas nucleares do Irã e de Israel
Os programas nucleares do Irã e de Israel são tema das principais discussões que começam hoje (7), em Viena, na Áustria. Os debates serão conduzidos pelo Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). É a primeira vez, em 19 anos, que a questão israelense está em discussão. O tema entrou em pauta atendendo à solicitação de alguns países árabes.

O diretor-geral da agência, Yukiya Amano, advertiu sobre as preocupação a respeito do programa de Israel e afirmou que aguarda resposta das grandes potências sobre o acordo nuclear iraniano. O debate sobre a questão israelense ocorre no momento em que o governo sofre severas críticas em decorrência do ataque a navios que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O ataque à frota provocou a morte de nove ativistas políticos – oito de origem turca e um com passaporte norte-americano, mas que passou a infância na Turquia. O governo israelense informou que não aceita a abertura de inquérito internacional para investigar a ação nem pedirá desculpas à Turquia.

Amano lembrou que no ano passado a Aiea aprovou uma resolução indicando a preocupação com o programa nuclear israelense e apelando para que Israel integre o Tratado de Não Proliferação de Armas (TNP). “No ano passado, a conferência geral aprovou uma resolução expressando sua preocupação sobre a capacidade nuclear israelense e instou Israel a aderir ao TNP, assim como colocar suas instalações nucleares sob salvaguardas abrangentes da agência”, disse ele.

Antes, porém, o diretor-geral fez um relato detalhado sobre o acordo nuclear, firmado pelo Irã, com a intermediação do Brasil e da Turquia. Pelo acordo, os iranianos vão repassar o urânio levemente enriquecido a 3,5% para a Turquia e no prazo de um ano receberão o material (enriquecido) a 20%. O governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, compromete-se ainda a desenvolver o programa com fins nucleares.

No entanto, Amano disse que é necessário que o governo Ahmadinejad apresente salvaguardas garantindo que não haverá desvio de material nuclear. Segundo ele, a questão iraniana é mais ampla do que apenas o programa nuclear em si porque envolve um imenso aparato militar.

“A agência exige a a apresentação de garantias sobre a inexistência da possibilidade de desvio de material nuclear. Também é preciso mencionar que o Irã é um caso especial por causa da dimensão militar do seu programa nuclear. Peço, então, ao Irã que tome as medidas no sentido da plena implementação do seu acordo de salvaguardas e as suas outras obrigações, incluindo o seu protocolo adicional”, disse ele.

Amano também mencionou as questões nucleares relativas à Coreia do Norte e à Síria. Ele apelou para que todos os países cumpram o definido no Tratado de Não Proliferação de Armas. Segundo ele, o governo do presidente norte-americano, Barack

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