Sexta-Feira, 28 de Dezembro de 2012

Página Inicial>Política & Economia

Aécio volta a recusar ser vice de Serra: "não adianta empurrar!"

"Minas a reboque, não!". Esse é o título do editorial do jornal "O Estado de Minas", rechaçando a proposta para o governador Aécio Neves ser vice de José Serra.

Publicada: 04/03/2010 - 17h54m|Fonte: Carta Maior|Versão para impressão|

  • Aécio volta a recusar ser vice de Serra:
"Minas a reboque, não!". Esse é o título do editorial do jornal "O Estado de Minas", rechaçando a proposta para o governador Aécio Neves ser vice de José Serra na eleição presidencial deste ano. "Na política, a hesitação cobra caro, mais ainda numa disputa que promete ser das mais difíceis.

Não há como negar que a postura vacilante do próprio candidato, até hoje não lançado, de atrair aliados tem adubado a ascensão da pouco conhecida candidata oficial. O que é inaceitável é que o comando tucano e outras lideranças da oposição queiram pagar esse preço com o sacrifício da trajetória de Aécio Neves", afirma o editorial.


Editorial do jornal O Estado de Minas, intitulado “Minas a reboque, não!”, envia recado à direção nacional do PSDB: Aécio não será vice de Serra. Na mesma edição, o próprio governador mineiro afirma, citando Tancredo Neves: “não adianta empurrar!”. A íntegra do editorial é a seguinte:

Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves. Pior. Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra, competente e líder das pesquisas de intenção de votos até então.

Atarantados com o crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, percebem agora os comandantes do PSDB, maior partido de oposição, pelo menos dois erros que a experiência dos mineiros pretendeu evitar. Deveriam ter mantido acesa, embora educada e democrática, a disputa interna, como proposto por Aécio. Já que essa estratégia foi rejeitada, que pelo menos colocassem na rua a candidatura de Serra e dessem a ela capacidade de aglutinar outras forças políticas, como fez o Palácio do Planalto com a sua escolhida, muito antes de o PT confirmar a opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na política, a hesitação cobra caro, mais ainda numa disputa que promete ser das mais difíceis. Não há como negar que a postura vacilante do próprio candidato, até hoje não lançado, de atrair aliados tem adubado a ascensão da pouco conhecida candidata oficial. O que é inaceitável é que o comando tucano e outras lideranças da oposição queiram pagar esse preço com o sacrifício da trajetória de Aécio Neves.

Assim como não será justo tributar-lhe culpa em caso de derrota de uma chapa em que terá sido apenas vice, também incomoda os mineiros uma pergunta à arrogância: se o mais bem avaliado entre os governadores da última safra de gestores públicos é capaz de vitaminar uma chapa insossa e em queda livre, por que Aécio não é o candidato a presidente?

Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador “político de alta linhagem de Minas” vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não.

Comentários dos leitores

Confira abaixo os comentários realizados pelos nossos leitores.

 
Siha nos no Twitter

Recomendações Facebook